Fim

Dia desses visitei o lugar onde a gente se beijou pela primeira vez. E, na mesma rapidez com que passei, todas as recordações e histórias que seriam feitas e começaram ali, depois daquele beijo, daquela intensidade externada, desgrudaram-se da parede, do piso, dos móveis e, como um imã, vieram numa velocidade absurda e miraram em mim. E abateram, sem chance alguma de escapatória, a minha recuperação de você.

Me senti, de novo (e de novo, e de novo e de novo) encurralada pelos sentimentos que eu achará estar tão claros e tão superados. Tudo que eu sentia se entrelaçou num nó que eu não conseguia desfazer. Essa intensidade do que vivemos, do que eu senti, do que eu ainda sinto não sai de mim. Você faz questão de, ainda que involuntariamente, dar as caras na minha vida sempre que pode.

Tem um restinho de você na minha roupa, nas musicas que você me dedicava em tantas noites de promessas sussurradas e que agora não param de tocar no rádio, no seu perfume que algum homem insiste em usar e passar por mim.

Tem um pouco de você, na verdade, no meu coração.

Texto por Alice.

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